Geração G – generosidade é a palavra de ordem

Após a crise económica nasceu um sentimento de generosidade. As pessoas, revolucionadas com a ganância que desencadeou esta crise, estão muito mais unidas. Assim nasceu a Geração G, transversal a várias gerações. Esta geração, orientada para o próximo, é caracterizada por indivíduos que têm grande sentido de partilha e ajuda. É nestes tempos difíceis em que as pessoas se unem e se preocupam realmente com os outros. Muitos doam dinheiro, sangue e bens a instituições.

 

Estes indivíduos condenam o desinteresse das grandes empresas pelo consumidor. Há uma falta de confiança nas grandes marcas. Esta geração aspira a empresas generosas com os consumidores, trabalhadores e até com o meio ambiente. Hoje em dia é fundamental para uma marca ter uma imagem que inspire confiança, compreensão e simpatia.

 

Esta geração é marcada também pela preocupação em proteger o meio ambiente e os recursos naturais escassos através da reciclagem por exemplo.

 

art018 - generosity

 

A resposta das empresas a essas exigências vai muito além da filantropia ou da responsabilidade social corporativa. Algumas empresas incorporaram às suas culturas e fórmulas de gestão novos parâmetros que seduzem os membros desse grupo, que qualificam de comprometidos, que não entendem o esforço como sacrifício, mas como superação e exigência. Portanto, a implicação é diferente, o que não significa que não estejam comprometidos, mas que o contrato de trabalho para eles não quer dizer sacrifício, como era para a Geração X ou para as anteriores.

 

Eles dão grande importância ao orgulho em trabalhar para determinada empresa e têm a necessidade de se identificar com a companhia onde trabalham e precisam se sentir que o seu trabalho tem um propósito. Em suma, necessitam sentir-se parte de um projecto maior, e a empresa precisa ser capaz de lhes mostrar como o seu trabalho contribui para os resultados finais. O orgulho de um profissional frente a sua companhia faz com que ele prefira trabalhar em um lugar onde se sinta importante e recuse ofertas de trabalho se considerar que a empresa é injusta ou, por exemplo, não se preocupa com o meio ambiente. A adaptação das empresas à Geração G e suas necessidades e valores é, segundo os especialistas, uma exigência fundamental para aquelas marcas que desejam ganhar relevância em uma sociedade que valoriza cada vez mais a generosidade e a colaboração. Esta nova cultura implica em muito mais do que simplesmente criar um departamento de responsabilidade social corporativa ou de sustentabilidade. Trata-se de uma mentalidade que rege qualquer tipo de interacção com a comunidade onde está a empresa, com seus clientes, funcionários e accionistas.

 

A característica fundamental deste grupo é a variedade de consumidores e clientes que são generosos, que colaboram cada vez mais e que tendem a compartilhar. As novas gerações vivem praticamente online. A Flickr, uma comunidade na qual fotos são compartilhadas, reúne 33 milhões de usuários, que têm à sua disposição 3 biliões de imagens. A Wikipedia reúne quase 9 milhões de usuários registrados, 144.788 dos quais participaram nos últimos 30 dias da inclusão e actualização de conteúdos. A cada minuto, 13 horas de vídeo são incorporados ao YouTube, que registra 1 bilião de vídeos vistos. Estes são alguns números que refletem a tendência à generosidade da Geração G. Aos números generosos unem-se diversos exemplos de projectos, iniciativas ou culturas empresariais, graças ao facto de que muitas empresas se converteram em objecto de desejo dos jovens que pertencem a esta nova promoção comprometida.

 

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