O Undercover Marketing é uma das disciplinas do Guerrilla Marketing e, tal como o próprio nome indica, a utilização disfarçada do Marketing. Ou seja, “where consumers do not realize they are being marketed to” (retirado de Wikipedia).
O objectivo do Undercover Marketing não é venda dos produtos mas sim que eles se tornem apetecíveis e que as pessoas os recomendem aos seus amigos (o chamado Buzz Marketing), quer numa lógica boca-a-boca ou, mais abrangentemente, de forma viral na Internet (adaptado de Study Mode). Está provado que a recomendação dos produtos, seja por amigos ou até por meros desconhecidos, é a principal razão de escolha de determinado produto. Por saberem que a cabeça dos consumidores funciona desta forma, muitas das empresas (hotéis, comércio de material informático, etc) passaram a incluir na sua loja online um espaço para comentários de clientes que já adquiriram o produto (por exemplo, Booking ou Pixmania).
No entanto, uma acção de Undercover Marketing é uma acção muito arriscada, pois caso o cliente descubra que é um embuste pode “virar-se o feitiço contra o feiticeiro”. Se não vejamos este excerto retirado da Wikipedia:
“It is the consumer’s sense that this recommendation was spontaneous and unsolicited, and the resulting feeling that “one good turn deserves another”, that drives the buzz. So, the “bought and paid for” aspect of the transaction must remain hidden. Overall, the person doing the marketing must look and sound like a peer of their target audience without any ulterior motive for endorsing the product—employees of the company cannot do undercover marketing, nor can celebrities (except possibly to other celebrities).
If marketers fail to hide the campaign, they run considerable risk of backlash. In cases where consumers discover they have been manipulated into liking the product, they generally become angry at the marketer (and by association that product) over being misled. This has led some to apply more derogatory names to undercover marketing, such as “roach baiting”, likening the products marketed this way to poison. In some cases, the amount of buzz generated by a failed campaign can exceed that of a successful one, only with the opposite of the desired result.”
Numa versão mais básica, Undercover Marketing também pode limitar-se a ser a simples colocação de produto propositadamente em sítios específicos (product placement). Este tipo de “arma” é muito utilizado em filmes e séries televisivas, e começa a aparecer cada vez mais nos jogos de vídeo.
Sobre este aspecto, Jay Conrad Levinson dá uma boa explicação no livro Guerrilla Marketing:
“A goodly number of small-business owners shy away from the tube for several reasons, foremost of which is that it’s too expensive to afford a thirty-second spot, let alone one hundred thirty-second spots. What then? Well, if you’ve ever watched “Survivor”, you’ve seen the clever placement of soft drinks under the palms or the use of cars as prizes. If you’ve seen “American Idol”, you’ve seen Ford cars anda Cocal-Cola integrated into the shows – not as commercials but as what is termed product placement”.
Para terminar, deixo-vos o link para um pequeno vídeo sobre este tema: