Actualmente, as Gerações X e Y, pela faixa etária que cobrem, são as que mais influência têm na sociedade.
No que diz respeito a Portugal, são indíviduos que nasceram entre o final do regime do Estado Novo e os primeiros anos de Portugal como membro da CEE. O seu percurso de vida é caracterizado por um mundo em rápida evolução: o homem chegou à Lua, a democracia substituiu o fascismo e a Internet veio revolucionar o dia-a-dia.
São gerações bem informadas mas também altamente selectivas no processo de recolha de informação, utilizam canais de compra alternativos para adquirir os produtos que necessitam e inclusivamente são os principais responsáveis pelas decisões de compras das gerações mais velhas e mais novas que eles.
A crise financeira actual é algo que preocupa estas gerações. Os escândalos e falências de instituições de renome, como a Lehman Brothers, abalam fortemente a confiança na economia e no sector político. Os níveis de consumo reduzem provocando uma menor circulação de moeda, o que agrava ainda mais a economia. No que respeita ao consumo, a relação qualidade vs. preço ganha importância e nota-se um aumento do consumo de produtos de marca branca.
As marcas que criaram valor e uma relação emocional com o cliente têm mais hipóteses de continuarem a ser as escolhidas por ele do que as marcas que apenas se preocuparam em diferenciar-se pelo preço. Neste último caso aparecerá sempre uma marca concorrente com preços mais atractivos.
A confiança na ética e actuação das empresas no sentido de defender os interesses dos seus consumidores também é reduzida. Nota-se assim um descrédito nas instituições.
Para as empresas terem sucesso é vital que tornem mais transparente o seu marketing e especialmente serem mais honestas nos processos de venda. Os consumidores dão muito valor ao contacto humano e, por isso, preferem lidar com as pessoas ao invés de apenas conhecerem instituições.